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segunda-feira, 1 de março de 2010

Técnicas orientais aliviam sintomas da fibromialgia.





01.03.2010
Técnicas orientais aliviam sintomas da fibromialgia


Quem nunca ouviu alguém se queixar de dores pelo corpo todo?Quem nunca ouviu alguém se queixar de dores pelo corpo todo? Provavelmente essas pessoas sofrem de fibromialgia. Trata-se de uma doença ainda sem cura e de origem desconhecida, que é caracterizada por dor generalizada pelos músculos, acompanhada de cansaço, além de alterações no humor e no sono. Ela acomete de 2% a 4% da população, principalmente as mulheres. O número é de oito para cada homem, mas ainda não se sabe o real motivo. Segundo os especialistas, o tratamento convencional medicamentoso, habitualmente à base de drogas antidepressivas, só alivia satisfatoriamente menos de 50% dos casos. “Diversos estudos apontam a acupuntura como uma técnica que alivia os sintomas dessa doença - incluindo humor e sono - e que melhora a qualidade de vida em até 67% dos pacientes”, explica o clínico geral e acupunturista Ricardo Calmont e Antunes, diretor do Centro Médico de Terapias Integradas do Leblon, Rio de Janeiro. O Instituto Nacional de Saúde norte-americano (NIH, na sigla em inglês) define a acupuntura como alternativa aceitável, um método auxiliar ou parte de um programa para o tratamento desse problema. “A acupuntura se mostra capaz, inclusive, de induzir a remissão completa da dor num número significativo de casos, e os melhores resultados têm sido obtidos com a individualização do tratamento”, completa o especialista. A síndrome parece ser multifatorial. Pelos estudos realizados até hoje foi evidenciada uma predisposição genética que associada a infecções, traumas físicos e estresse emocional. Na visão oriental, a dor músculo-esquelética é causada pela estagnação do Qi, que é uma substância vital nos canais energéticos do corpo. “Com o objetivo de fazer com que ele circule, se utiliza a acupuntura e a massoterapia chinesa Tui Na, que possibilitam uma importante ação analgésica”, explica o presidente da Associação Brasileira de Ayurveda (Abra), o reumatologista e acupunturista Aderson Moreira da Rocha. Embora não seja fatal, a fibromialgia causa grande prejuízo à qualidade de vida e ao trabalho, a ponto de 10% das suas vítimas serem incapazes de exercer qualquer tipo de ocupação. O diagnóstico - que deve sempre ser realizado pelo médico a fim de afastar outras doenças - é confirmado pelo exame físico do paciente, por não haver dosagens ou outros exames complementares que caracterizem a fibromialgia. “A acupuntura pode também ser associada aos medicamentos que o paciente já usa para que as doses possam ser diminuídas, assim como a incidência e gravidade de possíveis efeitos colaterais”, explica Ricardo. Pesquisadores do Hospital das Clínicas da USP vêm realizando um estudo sobre fibromialgia que tem dado indícios de que a suspensão total do tratamento pela acupuntura poderia levar à reincidência da dor após alguns meses, o que exigiria alguma manutenção. “O tratamento eficaz da fibromialgia, assim como de qualquer quadro crônico, exige disciplina e constância por parte do paciente, porque os resultados surgem geralmente aos poucos”, diz Ricardo Calmont. De acordo com o especialista, alguns dos mecanismos pelos quais a acupuntura age nesta doença são fáceis de compreender: ela modula o limiar da dor através de mecanismos periféricos e centrais, e influi na secreção de serotonina, ajudando a equilibrar o humor. “Ainda, se olharmos o mapa dos 18 pontos sensíveis definidos para o diagnóstico da fibromialgia, é fácil perceber que todos têm a mesma localização, ou estão muito próximos, de pontos de acupuntura descritos tradicionalmente”, avalia o médico Ricardo Calmont. Os pacientes com fibromialgia podem tirar grande proveito, ainda, de técnicas de relaxamento como a ioga e a meditação, que comprovadamente diminuem a ansiedade, a depressão e melhoram a qualidade do sono e a fadiga. “Vale destacar que não existe uma fórmula única. Por ser uma doença crônica, de difícil tratamento, cada paciente necessita de uma abordagem individualizada”, salienta Aderson.


Por Mercia Ribeiro

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